JÚRI Nacional

Miguel Hurst

Biografia

Miguel Hurst (n. 1967 Alemanha) é um artista formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

Fundador do primeiro núcleo de Teatro de artistas negros em Portugal; GRUPO DE TEATRO PAU PRETO (1997-2003) onde produziu, co-escreveu, encenou e representou as peças “Condenados”, “Ideia Karapinha”, “Museu do Pau Preto”, “Cabral…”, “QUEM mostrâ-bô es caminho longe”, “Alimaria” em Portugal de norte a sul, Paris (Teatro du Soleil), São Tomé, Luanda, Cabo-Verde.

Em Angola, foi director de elenco da TPA (2003-2006) e do instituto Angolano do Cinema, Audiovisual e Multimédia (IACAM 2003-2009) onde elaborou a primeira Lei do Cinema de Angola (2005) e fundou o FICLuanda-Festival Internacional de Cinema de Luanda.

Também em Angola (2003-2022), encenou e produziu as peças “Woza Albert”, “Tanta Asneira para dizer Luanda é Bonita”, “A Arvore” “Os monólogos da Vagina” (2011, 2018, 2022). Acreditando nas fusões de linguagens, as suas peças foram sempre cenografadas e fotografadas por artistas plásticos de renome como António Ole, Binelde Hyrcan, Edson Chagas, Fernando Alvim. Como editor lançou o livro de fotografias para qual convidou o fotógrafo Walter Fernandes: “Angola Cinemas” 2015 com o qual esteve no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, de Colónia, de Munique, em Lisboa no Durban Film Festival e onde irá estar agora em Março no Festival de Cinema de Frankfurt. Como fotografo, expôs na 1ª Trienal de Luanda e na 9ª Bienal de São Tomé e Príncipe produziu a expo. “Psicadelic Chocolate”.

Foi júri em variados festivais de cinema, e como actor participou em Telenovelas e filmes portugueses, angolanos e alemães; “A Banqueira do Povo”, “Terra Mãe”, “Riscos” e “A Lenda da Garça”, “Sede de Viver”, “113” e “O Comba”, “Jikulumessu”. No cinema destacam se as suas participações (2014-24) “Ilha dos Cães”, “Flucht aus Lissabon”, “Maldito Amor” e na curta escrita e representada pelo mesmo em 2022; ”Deputado Apocalíptico” pela qual já ganhou 3 prémios internacionais e uma menção honrosa.